Um pouco sobre o amor
Qual a sua concepção de amor?
Há quem acredita que na vida você tem um amor verdadeiro e depois
viverão felizes para sempre. Outros acham que o grande amor da sua vida não é
para casar – o clichê “amor da minha vida, mas não o amor para a minha vida”.
Os mais radicais pensam que amor não existe e esse sentimento não passa de um
costume de aturar a pessoa para sempre.
Eu preciso admitir que era uma dessas pessoas radicais. Para
mim o amor não passava de uma ideia de se acostumar a viver com as chatices de
outra pessoa ao seu lado. Até eu conhecer Ele.
Ele que me ensinou o que é amar. Que me mostrou que o amor
não machuca, nem é egoísta. Que o amor é construído. Como se fosse uma chama
que a cada vez que o tempo passa você precisa ir a alimentando para que continue
viva.
O amor mantém você vivo. É o seu combustível natural.
O amor é aquele aperto que você sente quando a pessoa não
está por perto. Mas logo percebe a sua presença quando entra no mesmo
ambiente. É aquela vontade rotineira de fazer as coisas darem certo. O amor é
quando você torce para o outro, fica feliz pelo outro.
Você sabe que é amor quando se sente sempre em casa com a
outra pessoa. Quando o abraço encaixa e o aperto nunca é o suficiente. O amor é quando você perde o fôlego só de se imaginar sem aquela pessoa. Mas é quando você também perde o fôlego quando vocês estão muito próximos e até a respiração se iguala.
Mas uma coisa que o amor não é – ele não é finito. O amor
não acaba. O amor vive em você a cada dia que passa,
mesmo depois de muito tempo.
Ele me mostrou o que é o amor e o que é amar.
Eu ainda não sei se existe mais de um Amor da Minha Vida. Eu
sei que eu já conheci um. E eu não poderia estar mais animada para conhecer o
próximo.
Ellis Bell
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