Uma carta de ódio
Uma vez meu professor pediu para escrever um texto sobre raiva. Eu pensei, pensei e nada.
Por
ironia da vida, hoje eu estou cheia de raiva. Mais: nojo, angústia, repulsa e,
acima de tudo, ódio.
Ao
todo morreram 414.399 brasileiros vítimas do Covid-19.
Quatrocentos
e quatorze mil e trezentos e noventa e nove. 414.399. Se foram. Para sempre.
Mas
o ódio não é pela doença.
A
vacina existe. Mas não existiu.
A
culpa é da política negacionista e genocida do governo, que não está nem aí
para a própria população. O governo que é eleito para cuidar e fazer a vontade
do povo. O governo eleito pelo povo.
Importa
mais o dinheiro que entra no bolso deles do que a vida das pessoas que se
foram.
Hoje
esse governo mata o povo. O seu povo.
414.399.
Quatrocentos e quatorze mil e trezentos e noventa e nove.
Não
é um número. São pessoas.
Quanto
custa uma vida?
Para
o governo brasileiro, muito, muito pouco.
Então,
Bolsonaro e aliados, a morte de quatrocentos e quatorze mil e trezentos e noventa
e nove vidas estão nas suas mãos.
Lavem-nas bem. Muito sangue escorre delas.
Lembrem-se
que ficar em casa não basta em frases. Usar máscara não é só nas redes sociais.
E
riam. Porque rir [também] é um ato de resistência (Paulo Gustavo, 2020).
Ellis Bell
(O
dado foi retirado dia 05/05 às 18h do site https://covid.saude.gov.br/)
TEXTO NECESSÁRIO
ResponderExcluirto arrepiada, VOCÊ É FODAA!!!
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